Pernas saudáveis

Prevenir e tratar a dor nas pernas

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Saiba porque deve ser tratada a Doença Venosa Crónica e quais os tipos de tratamento disponíveis.

A sensação de pernas pesadas e cansadas pode ser um sintoma de Doença Venosa Crónica (DVC), uma disfunção das paredes e válvulas das veias das pernas, que dificulta a circulação do sangue para o coração.1,2 Apesar de um número significativo de doentes desvalorizar os sintomas numa fase inicial da doença3, a DVC tem um impacto negativo importante na qualidade de vida, pelo que o tratamento adequado e atempado é essencial, melhorando a qualidade de vida, prevenindo a progressão da doença e evitando potenciais complicações.4,5

Quais os objetivos do tratamento da Doença Venosa Crónica?

O alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida estão entre os principais objetivos do tratamento da DVC. Dependendo da situação clínica do doente, um tratamento adequado e atempado pode ajudar a prevenir a progressão da Doença Venosa Crónica para estadios mais avançados e, por isso, complicados (como o edema e alterações tróficas).

Como se trata a Doença Venosa Crónica?

O tratamento da Doença Venosa Crónica depende da presença e gravidade dos sintomas e deve ser adaptado caso a caso.5 Lembre-se que, apesar de existirem várias opções terapêuticas disponíveis, a DVC é uma doença crónica, que exige uma vigilância regular e cuidados médicos continuados.6

Adapte o seu estilo de vida

Há algumas medidas gerais a adotar no dia a dia que podem ajudar a controlar a DVC. Estas práticas são também denominadas de medidas higieno-dietéticas:4,6

Medicamentos venoativos

Uma das formas de tratar a dor nas pernas associada à DVC é através de medicamentos venoativos, uma classe de fármacos usada para melhorar a saúde vascular.7

A maioria dos medicamentos venoativos são derivados de plantas, sendo a sua ação anti-inflamatória benéfica em todas as fases da DVC.7

Alguns fármacos venoativos têm uma ação anti-inflamatória específica na veia, conseguindo uma redução da intensidade das queixas relacionadas com a DVC e uma melhoria da qualidade de vida dos doentes.8

Cremes ou geles

É recomendado massajar as pernas, de baixo para cima, o mais frequentemente possível por forma a melhorar a circulação do sangue para o coração.9 Para o ajudar nesta massagem, pode associar um gel ou um creme para a sensação de pernas cansadas e pesadas.

Meias elásticas

A compressão, através do uso de meias ou bandas elásticas, promove o retorno venoso, ajuda a prevenir o edema e promove a oxigenação dos tecidos.10,11

O tratamento com recurso a compressão elástica deve ser feito com prescrição médica, pois é necessário adequar o tipo de meia a cada doente e avaliar se há fatores que impeçam a sua utilização.6

Escleroterapia

A escleroterapia é um dos tipos de tratamento da DVC, que consiste na secagem de pequenas varizes, em regra, através da injeção de um agente químico dentro da veia.6

Cirurgia

Existem várias técnicas de tratamento cirúrgico para tratar varizes salientes e possíveis complicações, que devem ser adequadas individualmente.6

Aconselhe-se com o seu médico6

O aconselhamento médico é importante porque só o seu médico poderá avaliar a sua situação clínica de forma informada e responsável. Fale com o seu médico sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.

DVC – Doença Venosa Crónica

Referências:
1 – Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular. «Doenças vasculares mais comuns – SPACV». Disponível em: https://spacv.org/2017/05/24/doencas-vasculares-mais-comuns/. Acedido a 14 de março de 2021.
2 – Wrona, M., K. -H. Jöckel, F. Pannier, E. Bock, B. Hoffmann, e E. Rabe. (2015) «Association of Venous Disorders with Leg Symptoms: Results from the Bonn Vein Study 1». European Journal of Vascular and Endovascular Surgery. 50, n. 3: 360–67. https://doi.org/10.1016/j.ejvs.2015.05.013.
3 – Rabe, E., et. Al (2020) «The prevalence, disease characteristics and treatment of chronic venous disease: an international web-based survey». Journal of Comparative Effectiveness Research 9, n. 17: 1205–18. https://doi.org/10.2217/cer-2020-0158.
4 – Gonçalves Dias, P. (21 de abril de 2019) «A estratégia de tratamento da doença venosa deve ser personalizada». Disponível em: https://www.hospitaldatrofa.pt/noticias-e-eventos/noticias/a-estrat%C3%A9gia-de-tratamento-da-doen%C3%A7a-venosa-deve-ser-personalizada/. Acedido a 14 de março de 2021.
5 – Brandão, D. «Doença venosa crónica – varizes», Just News. Disponível em: https://justnews.pt/artigos/doenca-venosa-cronica-varizes. Acedido a 14 de março de 2021.
6 – Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular. «Tratamento Da Doença Venosa Crónica». Alerta Doença Venosa. Disponível em: https://www.alertadoencavenosa.pt/tratamento. Acedido a 14 de março de 2021.
7 – Nicolaides, A. et al. (2018) «Management of chronic venous disorders of the lower limbs. Guidelines According to Scientific Evidence. Part I», International angiology : a journal of the International Union of Angiology 37: 181–254, https://doi.org/10.23736/S0392-9590.18.03999-8.
8 – Tsukanov, Y. e Nikolaichuk, A. (2017) «Orthostatic-Loading-Induced Transient Venous Refluxes (Day Orthostatic Loading Test), and Remedial Effect of Micronized Purified Flavonoid Fraction in Patients with Telangiectasia and Reticular Vein», International Angiology: A Journal of the International Union of Angiology 36, n. 2: 189–96, https://doi.org/10.23736/S0392-9590.16.03708-1.
9 – Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (2011). «Recomendações no diagnóstico e tratamento da Doença Venosa Crónica».
10 – Wittens C. et al. (2015) «Editor’s Choice – Management of Chronic Venous Disease: Clinical Practice Guidelines of the European Society for Vascular Surgery (ESVS)». European Journal of Vascular and Endovascular Surgery: The Official Journal of the European Society for Vascular Surgery 49, n. 6: 678–737, https://doi.org/10.1016/j.ejvs.2015.02.007.
11 – Agu, O. Baker, D. e Seifalian, A. M. (2004) «Effect of Graduated Compression Stockings on Limb Oxygenation and Venous Function during Exercise in Patients with Venous Insufficiency», Vascular 12, n. 1: 69–76, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15127858/rsmvasc.12.1.69.